terça-feira, 20 de novembro de 2007

Mario Quintana

É um tanto óbvio que nós temos nossas preferências são, em boa parte, determinadas pela nossa afinidade.
Na literatura nacional, tenho alguns autores como verdadeiros gênios. Mas isso por que tenho muita afinidade com o que eles escrevem e mais intimamente com a forma que eles o fazem.
Mario Quintana talvez seja um desses autores geniais dentro de minhas preferências.
Sua versatilidade e sutileza são suas marcas principais, acredito. Mas além delas, o contato com seu íntimo e a forma como ele exteriorizou tudo o que ele sente, para mim, é prá mim uma virtude inigualável, já que as pessoas sentem tanta dificuldade de falar e principalmente de escrever à respeito de seus pensamentos e opiniões pessoais com tanta clareza.

Afinal de contas, é tão difícil assim dizer à alguém que se gosta? O que há de complicado em desmonstrar decepção?
Felizmente, eu não tenho esse problema agora.

Eis aqui, um dos textos de Mario Quintana que aprecio muito, especialmente nesse meu atual momento. Espero que gostem também.

"Não tenho a pretensão de que todas
as pessoas que gosto, gostem de mim.
Nem que eu faça a falta que elas fazem.
O importante para mim é saber que eu,
em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível!
Só quero que meu sentimento seja valorizado!
Quero um dia, poder dizer às pessoas que nada
foi em vão...
Que o amor existe...
Que vale à pena se doar às amizades...
Às pessoas...
que a vida é bela sim!
E que eu sempre dei o melhor de mim...
e que valeu a pena!"

(Mario Quintana)
Para quem quiser ler mais de Quintana:
quintanares.blogspot.com/

domingo, 18 de novembro de 2007

Olá pessoal!
Eu estou postando alguns textos aqui no blog que não são de minha autoria.
Confesso, que minha inspiração está escassa nos últimos tempos, mas eu não apenas seleciono apenas textos que sejam bem escritos para divulgá-los aqui e encher lingüiça, mas que também façam todos vocês que freqüentam esta página pararem para pensar em sua relevância.

Particularmente, tenho algumas mentes que tomo como referência para atiçar minha inspiração.
Dentre estas mentes que considero brilhantes, estão muitas mentes precursoras como a de Aristóteles e Platão e outras bem mais recentes, mas não menores em importância como de Freud e Daisaku Ikeda e até mesmo o iluminadíssimo Dalai Lama e seus pensamentos e ensinamentos tão simplórios mas tão cheios de verdade.

Vou encerrar essa postagem de hoje com um pensamento com o qual tenho muita afinidade...

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." (Fernando Pessoa)

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Fácil e Difícil!

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que se expresse sua opinião...
Difícil é expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias...
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus próprios erros.

Fácil é fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir...
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre a
mesma...

Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado...
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece.

Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã...
Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e as vezes impetuosas, a cada dia que passa.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar...
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar...
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.

Fácil é ditar regras e,
Difícil é segui-las...

(*) Título original: Reverência ao destino (Carlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

O Espelho e o Homem.

Oras!
Olhares determinados não bastam para eliminar um fardo... Tolo! A dor no peito é companheira, e abraçada pela mentira, que de grande e intencional, tornou-se parte da sua alma; a culpa da minha alma.
Dor e martírio podem ser tônicos, e devastadores... Aprender a lidar com isso é essencial, mas fica cada vez mais difícil ficar mais forte se até meus anjos abandonam-me...
Não deve-se conversar com os anjos!!! Eles nem estão aqui!
Deve-se conversar consigo mesmo. Vamos!
Fica tão mais fácil entender tudo e descobrir que uma conversa com sua própria alma é muito mais produtiva que um olhar, um mero olhar, ao apático trascedental...
Transceder não é purificar-se! É fugir...
Mas não posso me cobrar tanto. Mas a quem devo cobrar?
Será que alguém tem algum telefone?
Não... Eu sei que não.
Minhas únicas armas já estão comigo. Mas apenas armas não são suficientes para eliminar um inimigo que foi mais rápido que o próprio tempo... O tempo... Como passa!
Talvez seja isso... O tempo consome qualquer mal... e qualquer bem!
Superação é algo tão subjetivo...
Baseado em toda a fé que me resta, a superação é algo que descartei há tempos! Minha barba cresceu e eu ainda não consegui essa tal... SU-PE-RA-ÇÃO. Patético!
Acredito que oque está me derrotando é essa minha indecisão, essa minha falta de determinação!
Mas aqui estou me cobrando novamente... Tolo! Tolo!
Mas serei mesmo um tolo?
Estou num ciclo vicioso! Não tenho culpa. Nem respostas...
Não tenho mais paciência!
Não tenho mais lâminas!
Não tenho você!!!
Você...

Camillo de Moura Ferreira

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Racionalidade e espiritualidade: água e óleo?


É possível ser religioso e sensato ao mesmo tempo?
Essa é uma questão definitiva...

Uma garotinha indiana, de família humilde e seguidora do hinduísmo, umas das principais religiões do país, nasceu com uma deformidade bizarra. Durante a gestação ela desenvolveu-se com "membros adicionais". Nasceu uma criança saudável no fim das contas, mas essa deformidade poderia lhe causar alguns problemas físicos um tanto óbveis no futuro. A mãe da bebê, indiferente com a assimilação que boa parte da população local fez quanto a criança ser descendente dos deuses hindus, aceitou logo de cara que sua filha passasse por exames e uma eventual cirurgia.
Essa cirurgia ocorreu há alguns dias e foi um sucesso. Agora a menina tem condições plenas de desenvolver seu corpo da maneira mais natural possível.
A inocente ignorância daqueles que condenaram os procedimentos médicos para melhorar a qualidade de vida dessa criança foi vencida pela arrogante sensatez dos médicos que efetuaram os procedimentos na garota.

De fato, não há como definir se existe alguém certo ou errado nessa história.
Temos de ser no mínimo razoáveis.
Essa criança com certeza teria sua vida como indivíduo totalmente prejudicada caso os dogmas religiosos prevalecessem. Fico imaginando como ela conseguiria sobreviver daquela maneira.
Porém, se pararmos para pensar, o discurso racional sempre prevalecerá diante da espiritualidade, por que diante de quem pode fazer alguma coisa à respeito, ele sempre soará mais sensato.

Até onde isso é verdade?