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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

O Espelho e o Homem.

Oras!
Olhares determinados não bastam para eliminar um fardo... Tolo! A dor no peito é companheira, e abraçada pela mentira, que de grande e intencional, tornou-se parte da sua alma; a culpa da minha alma.
Dor e martírio podem ser tônicos, e devastadores... Aprender a lidar com isso é essencial, mas fica cada vez mais difícil ficar mais forte se até meus anjos abandonam-me...
Não deve-se conversar com os anjos!!! Eles nem estão aqui!
Deve-se conversar consigo mesmo. Vamos!
Fica tão mais fácil entender tudo e descobrir que uma conversa com sua própria alma é muito mais produtiva que um olhar, um mero olhar, ao apático trascedental...
Transceder não é purificar-se! É fugir...
Mas não posso me cobrar tanto. Mas a quem devo cobrar?
Será que alguém tem algum telefone?
Não... Eu sei que não.
Minhas únicas armas já estão comigo. Mas apenas armas não são suficientes para eliminar um inimigo que foi mais rápido que o próprio tempo... O tempo... Como passa!
Talvez seja isso... O tempo consome qualquer mal... e qualquer bem!
Superação é algo tão subjetivo...
Baseado em toda a fé que me resta, a superação é algo que descartei há tempos! Minha barba cresceu e eu ainda não consegui essa tal... SU-PE-RA-ÇÃO. Patético!
Acredito que oque está me derrotando é essa minha indecisão, essa minha falta de determinação!
Mas aqui estou me cobrando novamente... Tolo! Tolo!
Mas serei mesmo um tolo?
Estou num ciclo vicioso! Não tenho culpa. Nem respostas...
Não tenho mais paciência!
Não tenho mais lâminas!
Não tenho você!!!
Você...

Camillo de Moura Ferreira